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O DIREITO DE PUNIR-SE – Uma abordagem sobre o suicídio.

14/09/2017

O DIREITO DE PUNIR-SE – Uma abordagem sobre o suicídio

 

É no mês de setembro, em curso, que se realiza extensa campanha de prevenção contra o suicídio, intitula “setembro amarelo”, muito embora saibamos que essa mobilização deva ser diária, pois, na atualidade matar-se virou uma indegustável rotina dentre indivíduos de qualquer idade e, conforme a OMS – Organização Mundial de Saúde, a cada 40 segundos, alguém perde a vida no planeta por quaisquer meios de extermínio da vida.

 

Arqueólogos, Antropólogos, Biólogos e Historiadores têm afirmado que a espécie Homo Sapiens, do gênero humano, aproximadamente, desfila pelo orbe terreno cerca de 200 mil anos, datação marcada pelo registro dos primeiros hominídeos mais assemelhados ao homem moderno.

 

Não será por demais notar, ressaltado o aspecto de artefatos que demonstraram a religiosidade, algo em torno de 60 mil anos antes de Cristo (Índia), que a grande massa das coletividades sempre foi voltada para a cobertura da vida estritamente material e das necessidades decorrentes.

 

Com a instalação do período conhecido como revolução agrícola, os povos, unindo-se em grupos para viverem em comunidade, passaram a formar as religiões (culto aos deuses), traçando regras de conduta, exércitos e armazenando víveres, tudo isso, há mais ou menos 10 mil anos atrás.

 

Buddha, no Séc V a.C, foi impávido ao tratar da vida como um todo; incalculável sistema de ciclos específicos onde, cada um de nós teria que adotar corpos diferenciados (os quais equiparou-os a roupas), banhando-se com inúmeras experiências de aperfeiçoamento, até libertar-se das âncoras que nos aprisiona à vida material (1).

 

No campo das filosofias antigas, mais precisamente na Índia (Sec. VI a.C), encontramos os primeiros rudimentos do atomismo que, por sua vez, tornou-se corrente no mundo grego, com Leucipo e Demócrito, os quais reafirmavam que os menores componentes da matéria eram corpúsculos indivisíveis em movimento, contrapondo-se a um vazio infinito. (2)

 

Mais adiante encontramos Aristipus de Cirene (Séc III a.C) o qual propagava que, depois da morte, o indivíduo não deveria se preocupar, pois na vida (entenda-se, a biológica), viver intensamente o presente, o agora, era a mais correta conduta dos seres humanos (3).

 

Segundo cria e propagava, entre a dor e o prazer, sobreviria o êxtase, que uma sensação intermediária, o atingimento da plenitude da própria existência, não prevalecendo nem a dor e nem o prazer.

 

Posteriormente, Epícuro, aperfeiçoando seu antecessor, disse: “A morte, o mais temível dos males, é para nós um nada: enquanto nós existirmos, não existirá ela e, quando ela chegar, nada mais seremos. Desse modo, a morte não toca nem aos vivos nem aos mortos. ” (4).

 

Em Sheakspeare encontramos Macbeth desgostoso da vida: “Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre ator que por uma hora se empavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e barulho, que nada significa” (5).

 

No curso da idade média, influenciando as artes, a filosofia e até mesmo as ciências, encontramos os primeiros fundamentos do niilismo (6), que redundam ser a vida algo sem sentido objetivo, propósito ou valor intrínseco; uma espécie de reafirmação de Aristípus.

 

A História nos revela que, desde priscas eras, dar sua própria vida por um governante qualquer, por um deus ou uma religião eram tidos como atos de bravura, heroísmo e desapego. Evidentemente, salvo raríssimas exceções, esses mesmos heróis simplesmente deixaram de existir, caindo no vazio do esquecimento geral e tidos como vagas lembranças de história coletiva.

 

No passado recente, não mais que oitenta anos atrás, no Século XX, baseados nos princípios milenares dos samurais, muitos soldados e pilotos japoneses arrostaram-se contra seus inimigos, projetando seus corpos, armas e aviões com o intuito primordial de dar sua vida pelo seu país e imperador, durante a 2ª Guerra Mundial, conflito que exterminou mais de 80 milhões de vidas em todo o planeta.

 

Todos eles seguiam o Código de Bushido ou “O Caminho do guerreiro” (7) que, originalmente, se baseava em sete princípios básicos: Justiça, coragem, compaixão, respeito, honestidade, honra e lealdade; porém, de um momento a outro, passou a significar apenas: sacrifício da própria vida numa morte denominada “honrosa”.

 

Outras muitas pessoas deram suas vidas em torno da crença nas palavras de um galileu, chamado Jesus (8), cuja doutrina monoteísta pregava a humildade, o perdão, o amor incondicional ao próximo, a existência de uma força criadora e gestora (a quem chamava de Pai), a vida eterna e a possibilidade de comunicação com os supostos “mortos” (segundo a carne).

 

Tácito (9) relata em seu Annales (10) que o Imperador romano Nero (11) acusou populares, chamados cristãos, de atear fogo em parte de Roma os quais, julgados, tiveram sentenças diversas, tais como, o suplício do corpo, exposição a feras famintas, esquartejamentos e até mesmo fogueiras, descrevendo que muitos deles, dirigiam-se para o martírio cantando e louvando a Deus.

 

Temos acima dois exemplos em que o psiquismo de grupos ou indivíduos participantes dos mesmos torvelinhos histórico-morais, voltaram-se para aceitação da morte, seja por motivo de honra ou de crença, destacando, contudo que, em ambos os casos, as criaturas estiveram submetidas a situações de possível extermínio, seja pela guerra, seja pela perseguição estatal.

 

E no hodierno, como dissemos antes, porque as pessoas se matam, parecendo que o próprio homem já “sente a ferrugem lhe comer? (12)

 

Afinal, teriam essas mortes propósitos? Para onde vão essas criaturas depois que suas vidas se extinguem? Chegado o momento da partida, foram realmente aniquilados, depois de tantas inquietações, pesares, dores e incertezas? Matando ou matando-se, tudo estaria pronto e acabado, sem nenhuma repercussão? Afinal, dentre profetas, cientistas, teólogos e expoentes humanos, quem estaria com a razão?

 

A Doutrina Espírita, composta de relatos, exposições e demonstrações trazidas pelos espíritos, as almas dos homens que aqui viveram, tratam do assunto com impressionante eloquência, lógica e escorreição.

 

Depois de informado que somos espíritos imortais (contrapartes inteligentes da criação), Kardec perguntou-os qual seria o objetivo de estarmos encarnados, habitando este mundo material, ao que foi prontamente esclarecido que, todos nós temos uma meta previamente traçada: a perfeição relativa (pois, absoluta só a do Criador) e, nesse contexto, chegamos às existências corporais para expiar faltas (sofrer tribulações da existência física), contribuir para obra geral da criação ou para cumprir missão. (13)

 

Em seguida, inquiriu-os qual seria o primeiro direito natural dos homens, responderam-lhe: “O de viver!” (14)

 

Na 3ª parte de O Livros dos Espíritos, que traz em seu bojo nada menos que a exposição de onze leis, imutáveis, impessoais, permanentes, intituladas Leis Morais, em apertada síntese, os orientadores do plano maior nos esclarecem, na Lei de Conservação, que nos é dado meios de subsistência, sendo lícito desfrutarmos dos prazeres inerentes à própria vida, porém, com as cautelas necessárias, evitando os excessos de toda ordem, pois, em tudo, há limites a serem respeitados, cuja transgressão podem nos levar a dois tipos de morte: a física e a moral.

 

Assim, pontuam os espíritos que há mais mérito em suportar as rudezas da própria vida, renunciando aos prazeres supérfluos do que, irresponsavelmente, atirar sobre eles e granjear dores e resgates futuros.

 

Quanto à possibilidade de destruição, que também nomeiam como Lei, os avatares do mundo maior qualificam como inerente à vida biológica a destruição dos corpos e da matéria; na verdade transformados para outras utilidades, parecendo resgatar Lavoisier, quando da célebre frase: “Em a natureza, nada cria, nada se perde. Tudo se transforma” (15).

 

No capítulo 11 da 3ª parte, em sinopse acerca da Lei de Justiça, amor e caridade, os espíritos sintetizam a justiça como sendo o “respeito aos direitos de cada um”, “não façais aos outros o que não quereis que vos façam” (pergunta 875, 875.a e 876).

 

Sendo a vida uma dádiva que nos é concedida, dentro de um sistema cósmico regido por Leis, nos parâmetros: matar ou morrer, em tudo se considera a intenção do indivíduo, tanto é que no tema ASSASSINATO, expõem os mestres que matar alguém é um grande crime, tão grave como do aborto, pelo fato de interromper uma ou várias jornadas, na marcha evolutiva, onde o grau de culpabilidade será considerado em cada caso (Perguntas 745 a 751), tanto é que eles nos recomendam cautela quanto ao direito de matar do Estado e das sociedades, bem como o de defender-se (Perguntas 757 a 765).

 

Então se, em sentido amplo, matar é crime perante as Leis eternas e preexistentes, parece que “matar-se” também o é.

 

Recentemente, abordamos a questão da Eutanásia, que para algumas sociedades reveste-se no ‘direito de morrer’ e/ou ‘deixar morrer’, ficando claro, em rápida análise que, se não temos a intendência da vida; não podendo cria-la e sim, cocriá-la, é evidente que também não temos o direito de ceifar a dos outros e, pelo visto, nem mesmo a nossa.

 

Partindo do princípio de que a mecânica da vida redunda em “dar e receber”, “plantar e colher”, se soubéssemos, com plena convicção, de que teríamos que resgatar nossas faltas com outras existências sofríveis, talvez não cometêssemos a ousadia de retirar a própria vida.

 

Acontece que, durante séculos, fomos doutrinados para a vida material e, mais propriamente, a partir da revolução industrial e do capital, as sociedades voltaram-se para a apropriação e multiplicação na obtenção de bens materiais em excesso, sem refletir que, se uns tem em abundância o supérfluo, para outros, pode faltar o necessário. Isso é fato!

 

Vivemos imersos no mar do consumismo, do sexismo e do individualismo, quando estamos perdendo os referenciais da própria existência.

 

No individualismo, vamos nos perdendo nas tramas do egoísmo; no consumismo, vamos exercitando a prepotência do orgulho e no culto ao corpo, conduzidos pela tola vaidade, anestesiados nos prazeres do sexismo, esse se esgota, ao passo de alguns anos de utilização desregrada das energias físicas e vitais.

 

Quando aqui aportamos somos inseridos no primeiro sistema já desgastado, chamado família que, por sua vez, já é produto das garras sistemáticas acima descritas, caso não haja uma valorização da conexão espiritual com a realidade do todo, o Logos, o sistema da criação, as Leis imutáveis.

 

Somos, invariavelmente, submetidos a uma intensa semeadura de valores equivocados, passando então a sermos doutrinados a competir, vencer, derrotar, acumular, conhecer de tudo e utilizar um mínimo, com a obrigação de sermos felizes, inclusive, negarmos o mundo para afirmar o nosso “eu”.

 

Depois, vem a fase do adubo; é quando damos nossa contribuição, também, com nossas características destorcidas, nossa contraparte mais negativa (raramente positiva), de rebeldia, pessimismo, ausência de limites, arrogância, insensatez.

 

Sobrevindo as conquistas, os horizontes da vida terrena começam a escassear e, muito embora queiramos algo mais, não conseguimos enxergar, recaindo no vazio existencial; é quando “o que é demais” passa a não ser “o bastante” (16).

 

Em sentido contrário, quando não conquistamos, nem realizamos os projetos que fizeram para nós, sobrevém o desalento, a sensação de que não temos valor, o mundo não nos ama, estamos perdidos...remorso, culpa, depressão.

 

Ou, por outra, os valores depositados na grande maioria dos indivíduos em formação, é tão aberrante e desconectado da verdade acerca do sistema chamado vida, que as famílias relegam às sociedades seus rebentos alienados, revoltados e dissociados, incapazes de se conduzirem condignamente.

 

O mal do século é a solidão, cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando um pouco de afeição”... Esse o retrato da geração Coca-Cola, do individualismo, consumismo e do sexismo, onde tudo gira em função do “eu”, a instalação da egolatria sem mesclas. (17)

 

As criaturas, sem alento, recorrem aos placebos que a materialidade proporciona: as drogas, bebidas, excessos de toda ordem e, no entanto, sem encontrarem o “salva-vidas”, que “não está lá porque não vemos”. (18)

 

Na indigesta salada da tragicomédia humana, perda de afetividade, da empatia e do autocontrole são componentes inevitáveis.

 

Os resultados, a colheita, não pode ser diferente!

 

...Nos deram espelhos e vimos um mundo doente” (19)

 

A indignação, a revolta, a rebeldia que assalta muitos é contrário ao sistema evolutivo que nos é reservado e, como dizem os espíritos nas respostas às perguntas 133 e 133.a, de O Livro dos Espíritos, todos partimos de um mesmo ponto de criação, imperando a simplicidade e ignorância.

 

Todavia, o Criador, que é justo, não podia fazer só alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem méritos, razões pelas quais todos temos que ralar em vidas sucessivas, para conquista de medalhas e horizontes bem mais abrangentes que a limitação de uma única existência na Terra.

 

Nas questões 943 a 957 de O Livros dos Espiritos são abordadas as diversas formas de suicídio.

 

São elas: Involuntário (nutrir sentimentos ou atitudes de constante excesso. Ex: beber, comer, drogar-se, nutrir mágoa etc etc etc); por motivo de crença (forçado pelo fanatismo religioso ou cultura de certos povos); por amor (matar-se para encontrar o ser amado que se foi ou em guerras, pela pátria); voluntário (usar os meios tracionais de ceifar a vida. Ex: enforcar-se, atirar contra si, pular de um edifício etc etc etc); obsessiva (pela influência de espíritos encarnados ou desencarnados); esclarecendo que todas elas terão consequências futuras e pesadas reparações, variantes de acordo com o grau de intensidade do delito cometido.

 

As únicas formas exculpáveis de suicídio são: a resultante de loucura (perturbação mental individual) e a altruísta (dar sua vida para salvar a do próximo).

 

Não sendo líder de nenhuma religião, mas sim de uma doutrina prática, uma carta náutica do bem viver que, segundo o mesmo necessitaria ser revisitada e reexplicada, pois nem tudo pode ele dizer à época, Jesus nos assegurou: “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e venha após mim (...) Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á (...) de que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (20)

 

É evidente que temos o livre-arbítrio, a ponto de cada um responder por suas próprias obras, inclusive, podendo (e não, devendo) matar-se. Destarte, tal atitude relegará a criatura, fatalmente, a dores maiores que as atuais que a comprimem, razão pela qual nos advertem os luminares do Alto acerca das Consequências.

 

A primeira e mais imediata é a decepção, pois, se pretendia o suicida acabar com seu sofrimento, dores ou pesares, verificará que continua vivo depois do ato. Basta que se leia os relatos dos inúmeros espíritos desencarnados por esse meio em O Céu e o Inferno, obra de Allan Kardec.

 

Na sequência, a perturbação, visão mental constante pertinente ao ato cometido, atrelamento aos despojos (grande maioria), fazem parte da lista de sofrimentos mediatos.

 

Como o corpo é individualizado, onde cada molécula, célula, sistema neural é particularmente interligada, resultante de uma bênção para vivenciarmos a experiência humana, é claro que, sua destruição terá, cientificamente falando, reflexos, também em grau e intensidade correspondente à falta cometida.

 

Sendo a reencarnação o retorno à vida material em novos corpos, situações, lugares e famílias, está claro que o suicida terá que amargar os resultados do seu ato impensado. É que vemos, diariamente, quando chegam à Terra pessoas com corpos doentios, assolados por problemas e doenças, anos a fio, e que nenhum médico consegue curar (Exs. Enfisema pulmonar = suicídio por afogamento; paraplegia = enforcamento etc etc etc).

 

Assim nos garantem os emissários da Criação:

 

Pergunta 946: O que pensar do suicida que tem por objetivo escapar das misérias e decepções deste mundo?

R: Pobres Espíritos, que não têm coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aqueles que sofrem, e não aos que não têm força nem coragem. As aflições da vida são provas ou expiações; felizes aqueles que as suportam sem queixas, porque serão recompensados!

 

950 O que pensar daquele que tira a própria vida na esperança de atingir mais cedo uma vida melhor?
R: Outra loucura! Se fizer o bem a atingirá mais cedo. Pelo suicídio retarda sua entrada num mundo melhor, e ele mesmo pedirá para vir terminar essa vida que encurtou por uma falsa ideia. Um erro, seja qual for, nunca abre o santuário dos eleitos.

 

A Doutrina dos Espíritos nos traz propostas terapêuticas no sentido de evitar as várias estações que conduzem à depressão e ao suicídio, a começar pelo estudo rigoroso dos fundamentos que, nos levará ao entendimento acerca da sistemática da vida e todos os meandros que a envolvem, respondendo, com racionalidade, perguntas tais como: De onde viemos, porque estamos aqui, como nos libertar das âncoras do espírito imortal, para onde vamos depois que partirmos, sobretudo, ressaltando e explicando as Leis morais preexistentes.

 

Em seguida, estimulando o autoconhecimento, observando, em nós, quais pontos nos dissociam da realidade do Todo que nos cerca, reforçando a coragem para mergulhar em si mesmo, perseverando e disciplinando sentimentos, atos e palavras, no reexame diário, seguindo a proposta crística do “vigiar e orar”, buscando sermos autênticos, associados à postura da verdade, colocando sempre em pauta a essência do Criador em tudo o quanto fizermos.

 

Isso faz parte do amar-se, vez que, não se pode amar ao Criador, nem ao próximo, se não nos amamos primeiro (21).

 

Agradecimento ao Eterno por tudo o quanto passamos, sejam boas ou qualificadas como ruins as experiências.

 

Respeito às diferenças, fazendo aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem, pois é no cultivo da alteridade que aprenderemos regras do bem viver.

 

Por fim, “salvar-se” ganha a releitura de “educar-se”, espiritualizando-nos para a liberdade do Cosmo que nos aguarda em novas fronteiras.

 

Nos dizeres do Jesuíta Teilhard de Chardin, finalizamos revivendo duas frases suas:

 

Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais vivendo a experiência humana”

 

Algum dia, quando tivermos dominado os ventos, as ondas, as marés e a gravidade, utilizaremos as energias do amor. Então, pela segunda vez na história do mundo, o homem descobrirá o fogo...”

 

A todos que lerem este escrito, preferencialmente, despojados de preconceitos de quaisquer espécies, desejo-lhes muita paz, serenidade e reflexão.

 

 

SÉRGIO LUIS

(Palestrante, escritor, dirigente de casa Espírita)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA - CITAÇÕES:

 

(1)Siddhãrta Gautama Sakia Munni (563 a.C): ficou conhecido como Buddha, o desperto ou iluminado. Nascido em berço rico, renunciou às riquezas e passou a buscar o sentido da vida em peregrinação constante. Chegou ao entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Negava ele ser uma divindade e a libertação da roda vida das vidas sucessivas chegaria com a compreensão acerca desses fenômenos. Tornando-se consciente dessas realidades, o indivíduo poderia viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, descontentamento e o sofrimento. Segundo ele não há intermediário entre os homens e o divino. Em torno da sua filosofia gerou-se o budismo.

 

21) Atomismo Em grego antigo:  atomon - o que não pode ser cortado; indivisível. Os atomistas teorizaram que a natureza consiste em dois princípios fundamentais: átomo e o vazio.

 

(3 ) Aristipus de Cirene (435 a 335 a.C) – Hedonismo, do grego hedonê – prazer ou vontade;

 

(4) Epícuro de Samos (341 a 270 a.C) – Epicurismo –  prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo, com a ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. Principais representantes foram o próprio Epícuro e Lucrécio;

 

(5) Macbeth – tragédia escrita pelo inglês William Sheakspeare entre 1603-1607;

 

(6) Niilismo – do grego ‘Nihil’ - o nada

 

(7) Bushido – Alma de Samurai – Nitobe Inazô – Ed. Tahyu - 1ª Edição (1 de janeiro de 2005);

 

(8) Jesus – Yeoshua Ben Yussef – Dicionário etimológico;

 

(9) Tácito – Publius (Gaius) Cornelius Tacitus ou Tácito, (55120 d.C) foi um historiador, orador e político romano;

 

(10) Ab excessu divi Augusti ("Desde a morte do divino Augusto") ou Annales (Anais) – Foi um dos 16 livros escritos por Tácito,

 

(11) Nero: Nascido Lúcio Domicio Enobarbo e depois Claudius Caesar Augustus Germanicus; Anzio, 15 de dezembro de 37 d.C. — Roma, 9 de junho de 68), foi um imperador romano que governou de 13 de outubro de 54 até a sua morte, a 9 de junho de 68;

 

(12 ) Zé Ramalho – citação da música ‘Admirável gado novo’;

 

(13) Pergunta 132, de O Livro dos Espíritos;

 

(14) Pergunta nº 880, de O Livro dos Espíritos;

 

(15 ) Lavoisier - Antoine Laurent de Lavoisier ( 1743- 1794) francês, considerado o pai da química moderna;

 

(16) Extrato da letra: Teatro dos Vampiros, composição de Renato Russo, álbum ‘Legião Urbana V’, Legião Urbana;

 

(17) Extrato da letra: Esperando por mim, composição de Renato Russo, álbum ‘A tempestade ou o livro dos dias’, Legião Urbana;

 

(18) Extrato da letra: Daniel na cova dos leões, composição de Renato Russo, álbum ‘Dois’, Legião Urbana;

 

(19) Extrato da letra: Indios, composição de Renato Russo, álbum ‘Dois’, Legião Urbana;

 

(20 ) Marcos 8,35;

 

(21) Mateus, 22:34 a 40 – Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito (...) Amarás teu próximo como a ti mesmo – Cap 11 de O Evangelho segundo o Espiritismo.

 

OBRAS RECOMENDADAS:

 

.O Livro dos Espiritos – Allan Kardec

.O Evangelho segundo o Espiritismo – Allan Kardec - Cap. V – Bem aventurados os Aflitos

.O Céu e o inferno – Allan Kardec

.O que é Espiritismo – Allan Kardec

.Nosso Lar – espirito André Luiz, por Francisco Cândido Xavier

.Cartas e crônicas - espirito Irmão X, por Francisco Cândido Xavier

.Voltei – espirito Irmão Jacob, por Francisco Cândido Xavier

.O Consolador, espirito Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier

.Memórias de um suicida – espírito Camilo C. Branco - Yvonne do Amaral Pereira

 

Por: 
Sérgio Luis